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Data: 26 de março de 2022

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Data: 25 até 27 de março

Informações

 

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O Portal de Periódicos da CAPES está com uma nova interface desde novembro de 2021, facilitando a pesquisa e o acesso à informação científica. 

 

Acesse ao Guia Rápido produzido pela equipe do Portal de Periódico da CAPES e o tutorial para saber como fazer o acesso remoto ao Portal de Periódicos da Capes via CAFe nessa nova versão produzido pelo Sistema de Bibliotecas e Informação (SIBi) da UFRJ.

 

 

 

Recentemente, um relatório do CDC (Centers for Disease Control and Prevention) foi emitido nos Estados Unidos sobre risco de diabetes em crianças e adolescentes pós Covid-19.

Vejam os comentários e observações sobre o documento, feito pela Dra. Renata Szundy Berardo, do Departamento de Endocrinologia Pediátrica da SOPERJ.

Comentário sobre Relatório Do CDC, de 14 de Janeiro de 2022, alertando para risco aumentado de diabetes em crianças e adolescentes pós Covid-10

Barrett CE, Koyama AK, Alvarez P, et al. Risk for Newly Diagnosed Diabetes >30 Days After SARS-CoV-2 Infection Among Persons Aged <18 Years — United States, March 1, 2020–June 28, 2021. MMWR Morb Mortal Wkly Rep 2022;71:59–65.

O CDC emitiu um relatório recente, descrevendo um risco aumentado de diabetes na população pediátrica após COVID 19. Desde o início da pandemia sabe-se da relação entre diabetes e infecção pelo SARS Cov 2, com relatos em adultos demonstrando por um lado maior gravidade da COVID 19 em pessoas com diabetes e, por outro lado, piora do controle  glicêmico e novos casos de diabetes nos afetados pela doença.

Alguns estudos pediátricos, principalmente europeus, já vem demonstrando aumento de incidência de diabetes durante a pandemia, com maior frequência de cetoacidose diabética ao diagnóstico, além de quadros mais graves, no entanto sem poder estabelecer causalidade ou relação direta com a infeção pelo SARS Cov 2.

Este relatório acrescenta ao conhecimento a associação de risco aumentado de diabetes em até um mês após o diagnóstico de COVID em pacientes de até 18 anos, com dados provenientes de duas bases de dados grandes, perfazendo mais de 500000 pacientes. Casos novos de diabetes eram 166% e 31% mais prováveis de acontecer após infecção por COVID, quando comparados com a população sem infecção respectivamente nas bases IQVIA e HealthVerity.

O estudo tem algumas limitações, por se tratar de uma coorte retrospectiva, sem distinção do tipo de diabetes diagnosticado e, portanto, incapaz de estabelecer os mecanismos fisiopatológicos envolvidos. No entanto, demonstra a importância da associação e chama atenção para os riscos a médio longo prazo de COVID 19 na população pediátrica, reforçando a necessidade de estratégias de prevenção, principalmente com vacinação dos grupos elegíveis.

Dra. Renata Szundy Berardo

 

Disponível em: http://soperj.com.br/risco-de-diabetes-pos-covid-19/

 

 

 

 

Após a reportagem no Fantástico sobre a importância do diagnóstico precoce do retinoblastoma, o Grupo de Trabalho de Oftalmologia, presidido pela  Dra. Viviane Lanzelotte, divulga informações com alertas sobre os cuidados necessários.

 

GRUPO DE TRABALHO DE OFTALMOLOGIA – RETINOBLASTOMA

A nobreza e a empatia do casal Tiago Leifert e Daiana Garbin em divulgar a difícil situação familiar pela qual estão passando permitiu em poucas horas a divulgação do retinoblastoma e a importância do seu diagnóstico precoce com um alcance nacional que provavelmente nenhuma campanha até hoje conseguiu. Esse alerta tão comovente com certeza salvará vidas e a visão de muitas crianças.

  • O retinoblastoma é um tumor maligno originário de células da retina. É o tumor intra-ocular maligno primário mais comum da infância.
  • É mais comum em lactentes e crianças pequenas. A idade média das crianças no momento do diagnóstico é de 2 anos e ele raramente ocorre em crianças com mais de 6 anos de idade;
  • O principal sintomado retinoblastoma é a leucocoria, que é o reflexo branco na pupila, popularmente conhecido como reflexo do olho de gato. Ele é observado em algumas posições do olhar, à luz artificial quando a pupila está dilatada ou em fotos quando a luz do flash incide sobre os olhos.
  • Outros sinais e sintomas do retinoblastoma(que pode acometer um ou ambos os olhos): estrabismo, baixa visão, vermelhidão/dor ocular, fotofobia, abaulamento do olho, alteração na cor da íris, entre outros
  • O diagnóstico precoce é fundamental para preservar a vida e os olhos da criança. Crianças com história familiar da doença devem ter acompanhamento oftalmológico desde o nascimento.
  • O Teste do Olhinho (ou teste do reflexo vermelho) deve ser realizado ao nascimento e repetido algumas vezes durante a puericultura, nos três primeiros anos de vida da criança. Na presença de qualquer alteração o paciente deve ser encaminhado para consulta oftalmológica;
  • Para ampliar a proteção da saúde ocular das crianças, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica orienta, ainda, que bebês de seis a 12 meses passem por um exame oftalmológico completo e posteriormente, entre três (idealmente) e cinco anos, esse mesmo bebê deve ser submetido a uma segunda avaliação oftalmológica;
  • O retinoblastoma pode ser hereditário e não hereditário
  • Retinoblastoma Congênito (Hereditário): Ocorre em cerca de 30% dos casos; há uma alteração congênita no gene RB1 que está presente em todas as células do corpo; tende a ser bilateral (em ambos os olhos); na maioria das crianças, não existe histórico familiar deste tipo de câncer. Como todas as células do corpo têm o gene RB1 alterado, estas crianças têm também maior risco de desenvolver câncer em outras partes do corpo
  • Retinoblastoma Não Hereditário: ocorre em cerca de 70% dos casos de retinoblastoma; a alteração no gene RB1 se desenvolve por si próprio em uma única célula de um olho; geralmente é monocular (ocorre em um olho só); é frequentemente diagnosticado em idades mais avançadas do que a forma hereditária.
  • As células do retinoblastoma podem, ocasionalmente, se disseminar para outras partes do corpo. Algumas vezes, as células se desenvolvem ao longo do nervo óptico e chegam ao cérebro. As células do retinoblastoma também podem crescer através das camadas de revestimento do globo ocular, no globo ocular, nas pálpebras e nos tecidos adjacentes. Se a doença atingir os tecidos fora do globo ocular, o câncer pode se disseminar para os linfonodos e outros órgãos, como fígado, ossos e medula óssea.
  • Tratamento :

-Enucleação – é a extração cirúrgica do olho (globo ocular)
-Quimioterapia sistêmica – combinações de medicamentos para quimioterapia administrados por via oral ou intravenosa
-Quimioterapia intra-arterial – tratamento inclui medicamentos quimioterápicos injetados diretamente na artéria principal que fornece sangue para o olho
-Radioterapia
-Braquioterapia – utilização de adesivos contendo material radioativo
-Terapia a laser – radioterapia a laser
-Crioterapia – congelamento

Grupo de Trabalho de Oftalmologia
Dra. Viviane Lanzelotte

 

Disponível em: http://soperj.com.br/retinoblastoma-e-a-importancia-do-diagnostico-precoce/

 

 

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