DIR. ADJUNTA ATIVIDADES ACADÊMICAS

 

Grupo de Trabalho em Oftalmologia Pediátrica Coordenador: Fábio Ejzenbaum
Membros participantes: Célia Regina Nakanami, Dirceu Solé,Galton Carvalho Vasconcelos, Júlia Dutra Rossetto, Luciana R. Silva, Luisa Moreira Hopker

 

A contaminação por SARS-CoV-2 através dos olhos ainda não foi cientificamente provada, porém vários relatos sugerem que o vírus pode causar uma conjuntivite folicular leve, muito parecida com a infecção adenoviral, indistinguível de outras causas, e que possa ser transmitido através do contato com a conjuntiva e lágrima.

Existe consenso entre a comunidade oftalmológica que pacientes com conjuntivite que concomitantemente apresentem febre e sintomas respiratórios possam representar po- tenciais casos de COVID-19.1

Algumas publicações a respeito da associação entre COVID-19 com achados oftalmológicos têm sido elucidativas para a comunidade científica.

 

Texto completo em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/22441c-NA_-_Os_olhos_e_a_COVID-19.pdf

 

 

 

Por Fernanda Machado (estagiária)*

 

Uma das crenças acerca do novo coronavírus é a de que crianças estão naturalmente protegidas contra ele, o que explicaria o fato de que, quando infectadas, os sintomas apresentados são mais leves ou até mesmo inexistentes. De acordo com Dra. Paula Lustosa Guzzo, Presidente do Departamento Ambulatorial da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj), essa informação não procede.

– A doença é nova em todo o mundo, por isso, ainda não existem estudos suficientes sobre ela. Justamente por serem menos afetadas, temos pouca experiência na observação de pacientes pediátricos – considerou.

A médica também alertou que, mesmo sem estar doente, a criança pode portar o vírus, sendo um vetor de sua propagação. Segundo ela, esse é um dos motivos pelos quais o isolamento social é tão importante.

Além do isolamento e dos hábitos constantes de higienização das mãos, o Ministério da Saúde passou a recomendar o uso de máscara na rua. De acordo com a Dra. Paula Lustosa, o público infantil deve usar.

– Crianças maiores de dois anos também devem usar máscara. Antes disso, não há necessidade – afirmou.

Quanto à relação do número de crianças de uma população com a taxa de infectados pela Covid-19, a especialista declarou que não há estudos que comprovem tal relação. Porém, se considerarmos que as crianças podem ser portadoras assintomáticas, isso poderá influenciar o número de contágios.

É sabido que os grupos de risco do novo coronavírus englobam asmáticos, diabéticos, pessoas com problemas cardíacos, entre outros. O mesmo se aplica ao público infantil.

– É preciso entender que crianças portadoras dessas doenças representam um grupo de risco, não só para Covid-19 como também para as demais infecções respiratórias – ressaltou a médica.

Outra questão que tem preocupado pais e responsáveis é a saúde mental dos pequenos nesse período de quarentena. O afastamento da escola, dos amigos, das atividades e das brincadeiras ao lar livre pode afetar seu psicológico. Em relação a isso, Dra. Paula Lustosa disse que esse período, provavelmente, trará consequências psicológicas para todos.

– Os pais devem conversar com as crianças de acordo com sua maturidade e grau de entendimento. Além disso, é importante criar uma rotina, disponibilizar um ambiente adequado para atividades de ensino à distância e promover lazer dentro das possibilidades da casa. Não temos como prever os impactos em longo prazo, só sabemos que eles existirão – encerrou.

 

*Sob a supervisão de Juliana Temporal

 

Acesso em: http://observatoriodasauderj.com.br/criancas-podem-portar-o-novo-coronavirus-sem-desenvolver-a-doenca/?ref=4

 

 

 

O Departamento Científico de Otorrinolaringologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou na última semana nota de alerta para orientar os pediatras a respeito da indicação de traqueostomia em crianças e adolescentes, durante a pandemia de COVID-19. A publicação destaca que os possíveis benefícios, assim como o risco de contaminação decorrente do procedimento, devem ser discutidos entre as equipes envolvidas no atendimento.

 

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A NOTA

De acordo com o texto, nos casos de urgência ou emergência em que há necessidade de traqueostomia, a intubação orotraqueal e ventilação mecânica devem acontecer preferencialmente em ambiente cirúrgico. “O procedimento precisa ocorrer por meio de acesso endovenoso prévio, que permita a indução anestésica em sequência rápida, sem necessidade de ventilação com pressão positiva anterior à intubação. Se necessária, a ventilação com pressão positiva (máscara facial) deve ser realizada a quatro mãos, com uma pessoa segurando firmemente a máscara na face da criança (para não haver escape de ar) e a outra ventilando o paciente”, reforça o documento.

O texto pontua que, no caso de pacientes que apresentem intubação difícil, pode ser usada temporariamente uma máscara laríngea e, se disponível, intubação guiada por fibrobroncoscopia. Já a utilização da traqueostomia de forma eletiva deve ser evitada. Há indicação apenas para a criança com intubação prolongada – de 14 a 21 dias – sem perspectivas de saída da ventilação mecânica. Nesses casos, a prática pode ser discutida com a equipe assistente.

 

Matéria completa em: https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/traqueostomia-em-criancas-durante-a-pandemia-de-covid-19-e-tema-de-nova-publicacao/

 

 

 

Risco de uma criança ficar doente com o SARS-CoV-2

 

Um estudo publicado no início de março de 2020, sugere que as crianças são tão propensas a se infectarem quanto os adultos, mas apresentam menos sintomas ou risco de desenvolver doença grave. Como a maioria das crianças infectadas não apresenta sintomas ou os sintomas são menos graves, os testes diagnósticos não são realizados em muitos casos, fazendo com que o número real de crianças infectadas seja subestimado. A importância das crianças na cadeia de transmissão do vírus permanece incerta.

 

Orientações completas em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Covid-19-Pais-DC-Infecto-DS__Rosely_Alves_Sobral_-convertido.pdf

 

 

 

 

A infecção pelo coronavírus 2, cuja doença (Severe acute respiratory syndrome, coronavirus 2) conhecida como Covid-19, se espalhou por todo mundo em uma pandemia com resultados devastadores em diversos países. Ela vem suscitando dúvidas em relação ao seu manejo, fatores de risco e populações afetadas.

Essa publicação visa orientar pacientes, suas famílias e profissionais em relação ao manejo de diabetes em dias de doença e, mais especificamente, nas situações relacionadas ao coronavírus.

Inicialmente portadores de Diabetes Mellitus foram descritos como grupo de risco para formas graves de Covid-19. No entanto, evidências recentes não sugerem que crianças e adolescentes com diabetes apresentem risco aumentado de infecção por Covid-19 ou que evoluam de forma grave, conforme posicionamento do ISPAD de 25/03/2020.

Por outro lado, o mal controle glicêmico ou o manejo inadequado da insulinização em dias de doença pode contribuir para descompensações com necessidade de atendimentos de emergência ou cetacidose diabética, com risco de morte.

A transmissão do coronavírus se dá por contato próximo de pessoa para pessoa e se espalha com uma taxa alta de transmissibilidade. A transmissão costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

  • Gotículas de saliva;
  • Espirro;
  • Tosse;
  • Catarro;
  • Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
  • Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Os sintomas de Covid-19 são semelhantes aos de uma gripe. Pode também causar pneumonia e os principais indícios de gravidade são:

  • Febre;
  • Tosse;
  • Dificuldade para respirar.

 

Publicação completa em: http://soperj.com.br/covid-19-e-o-diabetes/

 

 

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