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Crianças com sobrepeso ou obesas no início da infância correm maior risco de desenvolver sinais de doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) em uma idade tão precoce como 8 anos de idade, de acordo com um estudo publicado on-line em 4 de abril no Journal of Pediatrics.

O estudo é o primeiro a associar sobrepeso ou obesidade no início da infância a efeitos negativos sobre a saúde do fígado desde meados da infância.

"Com o aumento da obesidade infantil estamos vendo mais crianças com doença hepática gordurosa não alcoólica em nossa clínica pediátrica de controle de peso", disse a Dra. Jennifer Woo Baidal, da Columbia University Vagelos College of Physicians and Surgeons, em Nova York (EUA), em um comunicado à imprensa.

"Muitos pais sabem que a obesidade pode levar ao diabetes tipo 2 e a outras condições metabólicas, mas há muito menos conhecimento de que a obesidade, mesmo em crianças pequenas, pode levar à doença hepática grave", acrescentou.

 

Cerca de 10% das crianças e adolescentes nos Estados Unidos agora têm DHGNA, uma condição na qual a gordura se acumula no fígado e interfere na função deste órgão. Embora geralmente assintomática, a DHGNA pode levar as crianças a terem mais problemas de saúde, incluindo cirrose hepática e câncer hepático. Os fatores de risco para DHGNA em crianças incluem excesso de peso/obesidade, idade avançada, ascendência asiática, etnia hispânica/latina, e ser do sexo masculino.

Estudos analisaram o efeito do sobrepeso/obesidade na DHGNA em crianças maiores e adolescentes; no entanto, poucos estudos analisaram a questão no início da infância.

Para avaliar como o sobrepeso/obesidade no início da infância afeta a DHGNA posteriormente na infância, os pesquisadores avaliaram 635 crianças do estudo prospectivo Project Viva em Massachusetts (EUA). Os participantes eram 48% meninas, 59% brancos, 21% negros, 6% hispânicos/latinos e 3% asiáticos.

Os pesquisadores mediram peso, altura, dobra cutânea e relação entre circunferência abdominal e do quadril com cerca de três anos e, novamente, aos oito anos de idade. Eles também mediram os níveis séricos de alanina aminotransferase (ALT), que consideraram um indicador de DHGNA. Alguns especialistas recomendaram a medição dos níveis de ALT como forma de rastrear a DHGNA em crianças em risco. Estudos em adolescentes associaram níveis elevados de ALT a resistência à insulina e a disfunção metabólica.

 

Os resultados mostraram que 29% das crianças de três anos estavam com sobrepeso ou obesas.

No geral, 23% das crianças de oito anos tinham níveis elevados de ALT; as taxas variaram se elas tinham sobrepeso ou obesidade. Os níveis de ALT estavam elevados em 22,5% dos obesos de oito anos de idade em comparação com 12,5% daqueles com peso normal.

A ALT elevada na metade da infância também foi associada a níveis mais altos de resistência à insulina, o que foi apenas parcialmente explicado pelo aumento do índice de massa corporal.

Análises ajustadas para vários fatores de confusão, incluindo raça/etnia e renda familiar sugeriram que para cada aumento adicional de 10 cm na circunferência abdominal aos três anos, a chance de ter ALT elevada aos oito anos quase dobrou (odds ratio, OR, de 1,99; intervalo de confiança, IC, de 95%, 1,19 - 3,33).

 

Com base nesses resultados, os autores propõem rotineiramente medir a circunferência abdominal para avaliar o risco de diabetes e doenças do fígado e do coração em crianças. O aumento da circunferência abdominal foi associado ao aumento do risco de problemas crônicos de saúde, como diabetes e doenças cardíacas.

 

Eles também sugerem que os médicos devem ter como alvo a primeira infância para prevenir obesidade pediátrica, doenças hepáticas e distúrbios metabólicos.

 

"Alguns médicos medem os níveis de ALT em crianças sob risco a partir dos 10 anos de idade, mas nossos resultados ressaltam a importância de agir mais precocemente para evitar o ganho excessivo de peso e subsequente inflamação do fígado", disse a Dra. Jennifer no comunicado.

 

"Atualmente, a melhor maneira de crianças e adultos combaterem a doença hepática gordurosa é perder peso, comer menos alimentos processados e fazer exercícios regularmente. Precisamos urgentemente de melhores maneiras de rastrear, diagnosticar, prevenir e tratar essa doença desde a infância".

 

O estudo foi financiado pelos National Institutes of Health e pela Robert Wood Johnson Foundation. Os autores não declararam conflitos de interesses relevantes.

 

Disponível em:  https://portugues.medscape.com/verartigo/6502254

 

 

 

 

 

 

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