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A cintura das crianças vem aumentando de tamanho proporcionalmente ao tempo que passam assistindo televisão ou usando computadores, smartphones e tablets, de acordo com médicos europeus.

Nos últimos 25 anos, a incidência da obesidade aumentou rapidamente entre as crianças e os adolescentes europeus, segundo a declaração de consenso realizada pela European Academy of Pediatrics e pelo European Childhood Obesity Group, e publicada on-line em 22 de novembro na Acta Paediatrica.

Praticamente uma em cada cinco crianças e adolescentes na Europa é obesa ou encontra-se acima do peso, de acordo com um estudo feito em 2017 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), observaram os autores.

Atualmente, 97% das famílias europeias têm televisão em casa, 72% têm computador, 68% contam com acesso à internet e 91% têm telefones celulares, revela a declaração.

 

Isso estimulou o aumento do tempo em frente às telas dos dispositivos eletrônicos, o que contribui para noites mal dormidas, piores hábitos alimentares e sedentarismo – tudo isto pode facilitar o ganho de peso das crianças, afirmaram os autores.

"O efeito da comunicação de massa se mostrou grande sobre a saúde das crianças; pode afetá-las fisiologicamente, além de ter repercussões sobre o desempenho sociocultural e o bem-estar psicológico", disse o autor principal da declaração, Dr. Adamos Hadjipanayis, pesquisador na European University Cyprus, em Nicósia, e secretário geral da European Academy of Pediatrics.

"Há evidências de fortes vínculos entre os níveis de obesidade nos países europeus e a exposição aos meios de comunicação eletrônicos na infância", afirmou o Dr. Hadjipanayis por e-mail.

Os pais são parte do problema, ponderaram o Dr. Hadjipanayis e equipe.

Apesar de as crianças passarem cada vez mais tempo em frente às telas, os pais demonstram pouca preocupação com o que seus filhos fazem na internet, ou com o tempo que gastam usando tabletssmartphones e computadores, destaca a declaração.

Outro problema é a publicidade de alimentos, que consegue fazer a cabeça das crianças para querer e exigir mais junk food, o que as torna mais resistentes a comer frutas e vegetais, segundo a declaração. As crianças tendem a ingerir grande parte das suas calorias diárias enquanto assistem televisão, momento no qual as propagandas exercem maior influência sobre as preferências alimentares delas.

A solução é aumentar a vigilância, dizem os autores.

"Quando o tempo que passam em frente à televisão diminuir, os respectivos pesos também o farão", afirmou Dr. David Hill, presidente do American Academy of Pediatrics (AAP) Council on Communications and Media, e pesquisador da University of North Carolina School of Medicine, em Chapel Hill.

 

"A publicidade de alimentos parece dominar essa relação, em contraste com a redução das atividades físicas. O sono também é uma grande preocupação", disse Dr. Hill, que não participou da declaração, por e-mail.

 

Disponível em: https://portugues.medscape.com/verartigo/6501893

 

 

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"Quando comparada a outras intervenções, a realidade virtual parece ser uma intervenção eficaz para melhorar a função motora das crianças com paralisia cerebral", escrevem os autores em artigo on-line publicado em 23 de outubro no periódico Physical Therapy.

"Os jogos de realidade virtual ajudam as crianças com paralisia cerebral melhorar a função do membro superior, a deambulação e o controle da postura", disse à Reuters Health por e-mail a primeira autora do estudo, a Dra. Yuping Chen, da Georgia State University, em Atlanta.

"A utilização de um sistema de realidade virtual criado por engenheiros pareceu ter um efeito melhor, mas os sistemas de realidade virtual disponíveis comercialmente também produzem algum efeito, e podem ser uma boa alternativa".

A Dra. Yuping e colaboradores procuraram ensaios clínicos randomizados com crianças com paralisia cerebral publicados até dezembro de 2016, comparando sistemas de realidade virtual e jogos a outras intervenções para esta população – e contendo a descrição dos resultados relacionados com a função motora.

 

Por fim, sua meta-análise selecionou 19 estudos com 504 crianças, entre 5 e 12 anos de idade.

Os autores criaram um modelo para codificar sistematicamente as variáveis demográficas, metodológicas e outras variáveis de cada ensaio clínico, e usaram os dados do Physiotherapy Evidence Database para avaliar a qualidade do estudo.

Os tipos de realidade virtual foram: Wii da Nintendo, EyeToy da PlayStation, Kinect do Xbox, GestureXtreme, jogos pela internet, e sistemas criados por engenheiros. As sessões de realidade virtual variaram de 20 a 90 minutos, de uma vez por semana a diariamente, durante períodos de quatro a 20 semanas. O total de horas jogando variou de oito a 80 horas.

As intervenções de realidade virtual tiveram um grande tamanho de efeito (d= 0,861) em comparação a outras intervenções. A realidade virtual também teve grande efeito na função dos membros superiores (d = 0,835) e no controle postural (d = 1,003) – e um efeito intermediário a grande na deambulação (d = 0,755).

 

Os sistemas de realidade virtual criados por engenheiros foram significativamente mais eficazes do que os sistemas comerciais (= 1,572 vs. d= 0,628).

A Dra. Meagan Hainlen médica do Children's Mercy Kansas City,no Missouri, disse à Reuters Health por e-mail que "Embora estatisticamente o artigo sugira um forte efeito de melhora da função motora nas crianças com paralisia cerebral, como cada ensaio clínico teve uma população diferente, um protocolo de intervenção diferente e medidas de desfechos diferentes, é difícil saber se esses resultados têm relevância prática para as crianças e suas famílias".

A Dra. Meagan, que não participou do estudo, acrescentou: "Como médicos, estamos sempre ávidos para encontrar novas modalidades de tratamento para ajudar nossos pacientes a superarem as próprias limitações e desenvolver o seu potencial ao máximo. Com a explosão de novas técnicas amplamente disponíveis, este estudo ajuda compreender se alguma dessas técnicas, especificamente os jogos de realidade virtual, pode ser utilizada para melhorar a função motora das crianças com paralisia cerebral".

"Terapeutas, médicos e familiares estão sempre em busca de maneiras de motivar as crianças a participarem dos próprios tratamentos. Idealmente, o uso de um sistema lúdico pode aumentar o interesse e engajamento delas com o tratamento, ajudando-as a realizar tarefas motoras com mais facilidade do que com a fisioterapia ou a terapia ocupacional convencionais", disse a neuropediatra.

 

Os autores e a Dra. Meagan Hainlen informaram não possuir conflitos de interesses pertinentes ao estudo.

 

Disponível em: https://portugues.medscape.com/verartigo/6501804

 
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